O que ando aprendendo ensinando…
O que ando aprendendo ensinando...

O que ando aprendendo ensinando…

Não sou o mais experiente em dar aulas, mas já passei por aulas de reforço, por aulas à alunos dos ensinos fundamentais e médio (não sei como chama isso hoje em dia), cursos livres, graduação e pós graduação e por aí já vão pelo menos 14 anos nessa jornada acadêmica.

Mas e o que isso tem a ver com você? Acho que nada né.

Mentira!!!

Na realidade gostaria de compartilhar alguns ensinamentos que tenho aprendido ensinando…

Uma coisa que aprendi é que não importa a idade, mas a maioria dos alunos tem fome de contexto, não adianta eu falar algo sem contextualizar, a galera não grava. O aprendizado para eles tem que ser uma aventura, mas de igual forma tem que ser uma ferramenta para desbravar este mundo.

Não levar as coisas para o lado pessoal tambem foi um baita aprendizado. No início da minha carreira de professor, eu acreditava que o que um aluno fazia  tinha algo a ver comigo. Se olhou para o relógio ou  sussurrou com outro aluno, sentia que estava sendo desrespeitado. Mas agora vejo que na maioria dos casos não têm nada a ver comigo. Mesmo que isso aconteça, a melhor maneira de dissipar isso, é fingir que não é mesmo.

Não levar as coisas para o lado pessoal nos libera pra não ligar ou rir de ofensas menores e ser firme e consistente com as mais importantes. Isso evita que você perca seu ritmo de aula por que um aluno chegou atrasado ou cochilou. Você pode se comportar com mais severidade e mais generosidade, conforme o caso o justifique, e isso se traduzirá em uma autoridade – ao mesmo tempo justa e compassiva – que os alunos respeitarão.

Tenho aprendido a cada dia que eu sou responsável por aqueles que estão na sala comigo (nem que seja por alguns minutos), por mais limitados ou desinteressados ​​que possam parecer, eu tenho tentado extrair o potencial deles. Ser responsável perante a maioria de seus alunos significa reconhecer o caráter distintivo de suas mentes e ajudá-los a realizar pelo menos parte de seu potencial. Isso inclui aprender e usar seus nomes, saber quem são, quem sabe conhecer a história deles.

Recentemente, tive a oportunidade de tomar um café com um de meus alunos e ele me confidenciou que o maior sonho é chegar a gerência ou diretoria de uma grande empresa (quem nunca né?), mas existe um fator limitante, o inglês. Naquele dia, todos os exemplos da aula foram para crescimento de carreira, uma simples SWOT sendo criada colaborativamente com a turma, auxiliando este aluno a traçar um plano de ação. A aula foi pra ele e somente nós dois sabiamos disso.

Tenho aprendido que para uma aula ser um sucesso ela deve ter a responsabilidade compartilhada: trabalho em uma instituição que o método de avaliação é tradicional(Prova + trabalho = 10), mas eu insisto em passar trabalho que “teoricamente” não valem nada, mas agregam muito: Surpresa e felicidade, a maioria faz!

Mas o que tenho aprendido e que acredito que ser o mais importante nessa jornada é confiar na minha própria voz. Os alunos são extremamente sintonizados com duas coisas: falta de autenticidade e medo. Eles perdoarão o último, mas não o primeiro. Eu não preciso parecer mais esperto ou ser “nariz em pé” para ganhar o respeito deles. Eu posso ser eu mesmo na sala de aula, mesmo que isso vá contra o sistema que é antiquado. Eu não preciso saber todas as respostas, estamos aprendendo juntos.

Esta é uma jornada que creio que não encerrará tão cedo, me amarro em dar aulas, compartilhar, fazer com que as pessoas enxerguem o mundo de uma forma diferente, essa á missão da #Eyesight e que se confunde bastante com a minha. Enfim, chega de encher linguiça.

Me diz aí? Você tambem aprende ensinando? Quais são os ensinamentos? Compartilha com a gente vai….

Ramon Farias

Ramon Farias

Fundador da Eyesight (A escola do BEN - isso com N mesmo heheheh), um cara que fez engenharia por gostar de máquinas e acabou trabalhando com pessoas (e se apaixonou por isso), apaixonado por Tecnologia, entusiasta da Filosofia Lean, metodologias Hands On, Storytelling, e um monte de coisa que ajuda as pessoas a ver o mundo de uma forma diferente (chama a galera do Oclinho). E, Petropolitano: sendo ponte do passado para o futuro na Serra.

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