Nivelar para eliminar ruídos
eliminando ruídos

Nivelar para eliminar ruídos

Sabe quando você esta prestes a curtir aquela música ao vivo bacana, que te relaxa e deixa mais feliz, quando de repente… piiiiiii… surge aquela microfonia do nada, deixando por longos minutos aquele ruído em seu ouvido? Isso provavelmente aconteceu porque os parâmetros do audio não foram nivelados e acabou gerando um ruído desnecessário.

Na sua empresa, no seu negócio, na sua vida a parada é bem semelhante, se você nao balancear/nivelar as coisas, vai ter ruído pra tudo quanto é lado. Mas seus problemas se acabaram….

eu agarantio

Obs:Se você é muito novo(a) e não entendeu a piada, procure por seu Creysson no Youtube.

Mas voltando, os problemas podem até não acabar, e isso não quer dizer que é uma coisa ruim, lembra: problemas são oportunidades. Mas, o Lean possui uma baita ferramenta para te auxiliar neste nivelamento: o Heijunka!

Você deve estar se perguntando se heijunka é outro termo japonês que a galera da Eyesight vai me apresentar para melhorar minha vida profissional, você está absolutamente certo.

Heijunka é uma técnica Lean semelhante a outros princípios japoneses, como Kanban e Kaizen. É também um dos 12 pilares do sistema de produção da Toyota. Embora possa não ser tão popular quanto outras técnicas enxutas japonesas, como kanban, kaizen e Just-in-Time, é uma abordagem eficaz para estabelecer um fluxo suave de trabalho.

Vamos explorar mais sobre o que é heijunka e como você pode usá-lo.

Pronunciado hi-june-kah, é um termo japonês que significa “nivelamento”. A 5ª edição do Lean Lexicon define heijunka como:

“Ferramenta responsável pelo nivelamento do tipo e da quantidade de produção por um período fixo de tempo. Permitindo que a produção atenda eficientemente às demandas dos clientes, evitando grandes lotes e resultando em estoques mínimos, custos de capital baixo, mão de obra sem ociosidade e tempo de produção reduzido ao longo de todo o fluxo de valor. ”

O princípio heijunka simplesmente permite que as empresas respondam às mudanças na demanda dos clientes, estabelecendo um fluxo de trabalho padrão ou nivelado.

Daniel T. Jones, fundador e presidente da Lean Enterprise Academy, disse:

“Anos atrás, a Toyota chegou à conclusão contra-intuitiva de que esse [lote] é uma má idéia. Seu raciocínio era que nenhum sistema de produção pode responder continuamente a pedidos gerados sem sofrer mura (desigualdade de produtividade e qualidade) e muri (sobrecarga de máquinas, gerentes e associados de produção). E mura e muri juntos criam muda (desperdício), a solução para isso é o Heijunka. ”

O Heijunka visa atender à demanda dos clientes, nivelando o volume e os tipos de produtos produzidos em qualquer ciclo de produção. Para entender isso melhor, vamos discutir os fatores que afetam a implementação do heijunka: flexibilidade, estabilidade e previsibilidade.

heijunka piramide

Flexibilidade – Heijunka prescreve a produção de vários tipos de produtos em um período de tempo. Por exemplo, em um período de produção de 20 minutos, a empresa precisa fabricar 3 tipos de produtos usando a mesma máquina. Portanto, ele mudará duas vezes dentro do período de 20 minutos. O tempo que leva para a máquina mudar para produzir um produto para outro precisa ser o mais rápido possível, para que eles possam produzir todas as três variantes do produto dentro do prazo estipulado.

Estabilidade – Definir a quantidade média de produtos em cada tipo que precisa ser produzido em cada lote permite que o processo opere de maneira constante. As empresas precisariam saber o tempo de entrega ou o tempo necessário para que um produto fosse finalizado, a fim de atender à demanda dos clientes e apresentar seu cronograma de produção.

Previsibilidade – As empresas precisam ter uma maneira de prever a demanda dos clientes. Nem sempre será preciso, mas ainda assim, é melhor avaliar a quantidade de produto realmente necessária ao mercado e basear o cronograma de produção a partir daí. Isso tornará a produção mais previsível e gerenciável para a empresa.

Dados esses três fatores, podemos ver que o heijunka pode realmente ser alcançado com o Just-in-Time já em vigor no sistema. Também exige que a empresa já tenha analisado e revisado seus fluxos de valor para que eles possam otimizá-lo o suficiente para realmente fazer o heijunka funcionar. Por isso muitas empresas não falam em Heijunka, pois você precisará ter caminhado um bocado na suajornada para que ele funcione adequadamente.

A CAIXINHA

Muitas empresas usam o “Heijunka Toolbox”  ao implementar essa técnica. A caixa heijunka indica o cronograma da produção, descrevendo os tipos de produtos que devem ser produzidos em um determinado período de tempo por meio de cartões kanban. Isso permite que os funcionários saibam quanto de cada tipo de produto deve ser fabricado e quando devem ser fabricados.

toolbox

Heijunka não é exatamente uma ciência exata, logo aplicá-lo à situações de produção da vida real pode ser mais complexo do que podemos imaginar. Pode demorar um pouco até você realmente entender as coisas. É importante manter-se atento à demanda do cliente e ajustar seu processo conforme necessário. Também deve ser a prioridade da empresa, melhorar e otimizar continuamente suas operações para que um fluxo de trabalho mais nivelado seja estabelecido.

A aplicação de heijunka pode ser uma situação de tentativa e erro. Não espere acertar na primeira vez.

Porém, uma vez que a empresa consiga fazer rodar, poderá garantir os benefícios de um fluxo de trabalho mais padronizado e com certeza, todos os ruídos serão eliminados.

E aí? Você ja conhecia o heijunka? Faz uso dessa ferramenta? Conta pra nós…

Ramon Farias

Ramon Farias

Fundador da Eyesight (A escola do BEN - isso com N mesmo heheheh), um cara que fez engenharia por gostar de máquinas e acabou trabalhando com pessoas (e se apaixonou por isso), apaixonado por Tecnologia, entusiasta da Filosofia Lean, metodologias Hands On, Storytelling, e um monte de coisa que ajuda as pessoas a ver o mundo de uma forma diferente (chama a galera do Oclinho). E, Petropolitano: sendo ponte do passado para o futuro na Serra.

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