4 Passos para a Construção de uma Liderança Lean
Liderança Lean

4 Passos para a Construção de uma Liderança Lean

Poucas organizações realizam uma transformação Lean com o objetivo de mudar sua própria cultura. Seu foco está na redução imediata de custos e não em um programa intenso para toda a organização, para melhorar o desempenho e a saúde organizacional. O grande problema é que chega uma hora que os resultados simplesmente não chegam mais, é aí que se percebe que é impossível ir a um outro patamar sem uma mudança cultural.

Nem sempre essa mudança é um bicho de sete cabeças, na maioria das vezes os colaboradores estão dispostos e anseiam por essa mudança. Então por que ela não vem? Porque muitos líderes desistem ou se desesperam por não alcançar os resultados?

Porque a mudança inicial que tanto buscam deve acontecer primeiramente neles. Isso significa que os líderes precisarão mudar a si mesmos. E é aí que o bicho pega!

Esta transição não é fácil. Como todos os demais membros da organização, os líderes precisam saber não apenas o que tem de fazer diferente, mas principalmente precisam entender que a mudança de comportamento é o importante – não apenas para o sucesso da organização, mas para o sua própria sobrevivência.

Então, o que os líderes devem mudar?

Quatro mudanças comportamentais essenciais e fundamentais ilustram o desafio de construir uma liderança Lean, cada uma representando uma profunda ruptura com a maneira típica pela qual grandes organizações funcionam:

#1 – Faça perguntas, ao invés de dar respostas.

Aprendemos o “poder das perguntas”, porque elas são capazes de engajar o outro, ampliar sua percepção do mundo, aprofundar sua consciência, gerar responsabilidade, desafiar comportamentos, despertar sua criatividade. As perguntas desencadeiam em nós reflexões (e atitudes) que de outra maneira dificilmente aconteceriam.

No entanto, os líderes costumam ver valor em respostas – quem nunca ouviu: “Beleza, você me trouxe o problema, mas qual é a solução?”

Aprender a ouvir, refletir e confiar na equipe no local requer prática e tempo, mas, em última análise, alguns dos líderes mais bem-sucedidos abandonaram a ideia de que deveriam estar no centro da solução de problemas. Eles perceberam que suas perguntas eram mais valiosas que suas respostas, mas foi preciso treinamento e repetição para ela chegar lá.

#2 – Foco na Causa e não na consequência

Buscar as causas principais dos problemas ao invés de procurar soluções rápidas, reconhecer que, quando os problemas não são totalmente resolvidos, eles inevitavelmente retornam – criando ainda mais desperdício é um fator de extrema importância. Mas a disciplina e o tempo necessários para a solução de problemas através de analises de causa raiz demandam muito para “líderes ocupados”. Recentemente ouvi:  “cada minuto em que minha equipe não está trabalhando, não está gerando receitas, sinto que estão se distanciando cada vez mais da meta, mas esta meta irá ser alcançada com ou sem a gente”. Isto demonstra o despreparo da liderança, pois eliminar a causa raiz pelo qual os objetivos não são alcançados deveriam ser a prioridade, não elevar o nível de serviço para “maquiar” os números. O desperdício continuará acontecendo.

#3 – Transforme os talentos em desempenho

A obsessão comum de muitos “líderes” é ter uma liga da justiça abaixo dele, ter super-homens ou supermulheres, gerando resultados a qualquer custo, a qualquer preço. Colaboradores desengajados ficam doentes e quando estão “saudáveis” tendem a comparecer na empresa somente de corpo presente, o que os especialistas classificam como presenteísmo.

Para se transformar talentos em desempenho é necessário investir em treinamentos e desenvolvimento dos colaboradores. A empresa poderá contar com mão de obra cada vez mais qualificada e especialista. O trabalhador, por sua vez, tem a oportunidade de desenvolvimento pessoal e sente-se valorizado pela organização.

#4 – Faça parte da equipe

O grande desafio da liderança é criar um clima perfeito, em que as pessoas coloquem o seu talento e sua criatividade para resolver os problemas, criar um ambiente propício a inovação. O papel do líder é se posicionar como um membro da equipe que está ali para facilitar que todos contribuam, é fazer com que todas as oportunidades sejam aproveitadas. Se isolar em seu mundo não fará a equipe crescer.

Este é o pontapé inicial para a transformação Lean, a “auto-transformação” se é que essa palavra existe. E isso passa pela gestão de pessoas, este é o modelo do futuro e esta prática é capaz de evitar diversos problemas, potencializar a eficiência e gerar muitos frutos para todos os envolvidos.

E você? O que acha disso tudo? Deixe seu comentário…

Ramon Farias

Ramon Farias

Fundador da Eyesight (A escola do BEN - isso com N mesmo heheheh), um cara que fez engenharia por gostar de máquinas e acabou trabalhando com pessoas (e se apaixonou por isso), apaixonado por Tecnologia, entusiasta da Filosofia Lean, metodologias Hands On, Storytelling, e um monte de coisa que ajuda as pessoas a ver o mundo de uma forma diferente (chama a galera do Oclinho). E, Petropolitano: sendo ponte do passado para o futuro na Serra.

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